"Não existem sonhos impossíveis para aqueles que realmente acreditam que o poder realizador reside no interior de cada ser humano, sempre que alguém descobre esse poder algo considerado impossível se torna realidade". Albert Einstein

terça-feira, 11 de julho de 2017

Método de Ensino de Pestalozzi e as dificuldades da Educação atual.

Pestalozzi era adepto do método heurístico de ensino, no qual o papel do pedagogo é o de desenvolver a individualidade da criança em lugar de transmitir-lhe "conhecimentos" e as relações entre docente e discente, principalmente no que tange a disciplina, aquelas devem ser alicerçadas no amor e por ele governadas.

Frente aos valores básicos inerentes à educação estariam a escola e a família desempenhando corretamente suas funções? Segundo a revista Nova Escola (2007), e o Ibope, o docente gosta da profissão, sabe que é "parte da sua função preparar os alunos para um futuro melhor", mas se "ressente por ter de providenciar a Educação global ( valores, hábitos de higiene etc.) que a família não dá. (...) Os alunos são vistos como desinteressados e indisciplinados e são percebidos, junto à família, como os principais problemas de sala de aula".

Conforme a referida revista, 50% dos professores reclamam da sobrecarga de função com relação ao seu papel em sala de aula, (frente à família).

Dado grupo de professores estudiosos analisaram a pesquisa em foco, e concluíram que a participação da família é essencial para que a criança se desenvolva no campo escolar, cabendo portanto, à escola em seu papel contemporâneo, não se limitar apenas a ensinar conteúdos, mas trabalhar valores também, contudo, com a integração da família na rotina escolar, como por exemplo sua participação no Projeto Pedagógico, meio no qual, todos estariam juntos em busca de soluções frente aos desafios, acima de tudo os que estariam ligados à afetividade:" a parceria da escola com a família pode ocorrer em vários níveis e momentos".  

De acordo com a professora Maria Susana Menin, da Faculdade de Ciência e Tecnologia - Unesp - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho   -  São Paulo, como coordenadora da pesquisa sobre Educação Moral e Cívica,  enfatizou que o foco contemporâneo é a formação de um sujeito autônomo, que "defende valores como bons para si e para os outros. (...) Ainda destaca que os estudiosos de hoje afirmam que vivemos uma situação em que a força da competição, da imagem e do poder duela com o respeito e a cooperação(...). Na família como na escola, moral vivida é a moral ensinada. De nada adianta fazer discursos se as práticas os contradizem".

Ambas têm suas responsabilidades (família e escola) e devem exercer seus papéis uma complementando a outra.

Fonte Nova Escola - 2007
Postado por Cris Melo, em 11/07/17

sábado, 8 de julho de 2017

Simulação do Corpo de Bombeiros na EC 19

 Corpo de Bombeiros do DF CBMDF- desenvolve um programa de Combate e Prevenção nas escolas, e de todo o DF. 

No dia 05/07/17, conhecemos na prática tal programa: a simulação de incêndio em um âmbito  escolar por exemplo, a simulação de incêndio do gás de cozinha e como usar o extintor em caso de emergência, tudo isso foi bem simulado pelo Tenente Messias e sua tropa.

Curtam as fotos do momento .                                   
             
 
                               

                 

                             

               
 

                          

               

             
                

       

                   

        

                 

         

              

         

              

        

                 

          

              

        

              
         
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MOMENTO DA SIMULAÇÃO DO INCÊNDIO

Segue abaixo o outro momento: como agir quando o gás de cozinha incendiar 👇🏻👇🏻

       


Como usar o extintor em caso de incêndio 👇🏻👇🏻👇🏻👇🏻👇🏻
   

AGRADECEMOS AO CORPO DE BOMBEIROS 🚒 PELA SUA EDUCATIVA CONTRIBUIÇÃO, em especial ao Tenente Messias, por se dispor ao auxílio preventivo dentro das escolas públicas.


Postado por  Cris Melo , em 08/07/17 








sexta-feira, 7 de julho de 2017

ÚLTIMA REUNIÃO DE PAIS DO 1o SEMESTRE

 É preciso cuidar com amor da educação de seu(ua) filho(a). E ser frequentador assíduo das reuniões escolares, é um excelente começo.

A parceria com pais escola quando está afinada, pode contribuir para a formação cidadã dos alunos e solidificar a construção dos conhecimentos estabelecendo um objetivo comum, em casa e na escola, de formar pessoas melhores para a sociedade.
Texto retirado do blog da professora Flor.
  
    

 

 

 

 

 

  
Agradecemos a todos os pais e/ou responsáveis pela participação em nossas reuniões!!
Postado por Cris Melo, em 07/07/17

quinta-feira, 6 de julho de 2017

A Educação para Pestalozzi


Primeiramente vamos conhecer a sua biografia

Postado por Cris Melo, em 06/07/17. Biografia retirada da Wikipedia 


Nome completoJohann Heinrich Pestalozzi
Nascimento12 de janeiro de 1746
ZuriqueSuíça
Morte17 de fevereiro de 1827 (81 anos)
BruggSuíça
NacionalidadeSuíça suíço
Ocupaçãopedagogo
 
                                    



Seu pai morreu quando ainda era criança, foi criado pela mãe, sua família empobreceu. As dificuldades para sobreviver fortaleceram sua alma ainda na infância. Ele conheceu de perto o preconceito social e teve de lutar muito para se tornar conhecido numa sociedade dividida entre nobres e plebeus e entre ricos e pobres. Durante esse período recebeu orientação religiosa protestante, mas considerava-se sempre um cristão, sem defender qualquer religião. 
Após a leitura do Emílio, de Rousseau, Pestalozzi foi influenciado pelo movimento naturalista e tornou-se um revolucionário, juntando-se aos que criticavam a situação política do país.      
Na Universidade de Zurique associa-se ao poeta Lavater num grupo de reformistas. Gastou parte de sua juventude nas lutas políticas mas, em 1781, com a morte do amigo e político Bluntschli, abandonou o partido para dedicar-se à causa da educação.               
     
Casou-se aos 23 anos e comprou um pedaço de terra onde intentou o cultivo de ruiva   (Rubia tinctorum – planta herbácea de onde se pretendia tirar um corante) mas, não sendo agricultor, fracassou.
Por este tempo havia feito de sua casa na fazenda uma escola. Escreveu "As Horas Noturnas de um Ermitão" (Die Abendstunde eines Einsiedlers – 1780), contendo uma coleção de pensamentos e reflexões. A este livro seguiu-se sua obra-prima: Leonardo e Gertrudes ("Leonard und Gertrud" – 1781), um conto onde narra a reforma gradual feita primeiro numa casa, depois numa aldeia, frutos dos esforços de uma mulher boa e dedicada. A obra foi um sucesso na Alemanha, e Pestalozzi saiu do anonimato

O horror da guerra: nasce o "Método Pestalozzi"


A invasão francesa da Suíça em 1798 revelou-lhe um caráter verdadeiramente heroico.   Muitas crianças vagavam no Cantão de Unterwalden, às margens do Lago de Lucerna,  sem pais, casa, comida ou abrigo. Pestalozzi reuniu muitos deles num convento abandonado, e gastou suas energias educando-os. Durante o inverno cuidava delas pessoalmente com extremada devoção mas, em junho de 1799, o edifício foi requisitado pelo invasor francês para instalar ali um hospital, e seus esforços foram perdidos.
Pestalozzi com órfãos em Stans
Em 1801 Pestalozzi concentrou suas idéias sobre educação num livro intitulado "Como Gertrudes ensina suas crianças" (Wie Gertrude Ihre Kinder Lehrt). Ali expõe a sua didáticapedagógica, o Método Pestalozzi, de partir do mais fácil e simples, para o mais difícil e complexo.   Continuava daí, medindo, pintando, escrevendo e            contando, e assim por diante.      





Legado  


Pestalozzi e os órfãos de Stans
Como ele próprio disse, o verdadeiro trabalho de sua vida não se deu em Burgdorf ou em Yverdon. Estava em seus primeiros momentos como educador, com a sua observação, a preparação do homem integral, a prática junto aos órfãos de Stans.
Pestalozzi foi um dos pioneiros da pedagogia moderna, influenciando profundamente todas as correntes educacionais, e longe está de deixar de ser uma referência. Fundou escolas, cativava a todos para a causa de uma educação capaz de atingir o povo, num tempo em que o ensino era privilégio exclusivo.
"A vida educa. Mas a vida que educa não é uma questão de palavras, e sim de ação. É atividade."  
 
    Johann Heinrich Pestalozzi
Os trabalhos completos de Pestalozzi foram publicados em Stuttgart em 1819, 1826, e uma edição por Seyffarth apareceu em Berlim, em 1881.  


















 


quarta-feira, 5 de julho de 2017

FORMATURA Lobo Guará 2017



"FORMATURA  LOBO  GUARÁ"  5os ANOS
DATA: 07/07/2017 - sexta-feira 
À NOITE - 19h 

Postado por Cris Melo, em 05//01/17





                                                                                                   




sábado, 24 de junho de 2017

Pais exigentes submetem filhos a estresse exagerado

Saiba como as exigências permanentes dos pais podem trazer consequências danosas pra os filhos no futuro. 


Em um mundo que valoriza excessivamente os resultados e que estimula a competitividade desde cedo, crianças correm o risco de se tornarem perfeccionistas, graças às exigências permanentes dos pais. 
A demanda pela excelência pode se manifestar por meio de críticas excessivas ao desempenho na escola, nos esportes e trabalhos artísticos ou ainda em comparações com outras crianças, segundo a psicoterapeuta Sâmara Jorge, especialista em orientação de pais. “Sabemos que as crianças espelham-se nos pais. Por isso, filhos de pessoas muito exigentes com elas próprias podem se tornar tão exigentes quanto elas.” 
Mas, ao contrário do que se possa pensar, o perfeccionismo não é uma qualidade e pode gerar consequências danosas ao longo da vida, comprometendo, inclusive, os relacionamentos futuros. 
Para Sâmara, o que está na base desse comportamento é a insegurança e a baixa autoestima. “O perfeccionismo não é saudável, pois não é real. Trata-se de uma idealização. Não somos perfeitos e jamais seremos. Podemos ser excelentes em algumas coisas e em outras não. E isso não tira o nosso valor.”
A psicóloga afirma que, por mais que alcancem excelentes resultados, crianças e adolescentes perfeccionistas nunca estão satisfeitos e carregam culpa por não atingirem o ideal de perfeição que exigem, reproduzindo assim o padrão de expectativas existente na relação com os pais.
Outro problema causado pelo perfeccionismo é a procrastinação, o ato de adiar constantemente as tarefas.  
“Por medo de errar, crianças perfeccionistas demoram além da conta para desempenhar uma função, de tão minuciosas que são. Arriscam pouco, pois precisam ter tudo sob controle e garantias de perfeição, o que pode atrapalhar a realização de seus sonhos e desejos”, fala Sâmara.

Críticas construtivas, elogios na medida certa

De acordo com Sâmara, as críticas construtivas e bem fundamentadas são bem-vindas e fazem parte da educação da criança. 
“Criticar quando necessário, sim, mas com afeto e acolhimento, ressaltando as qualidades e o esforço. O saudável é ensinar a criança a fazer seu melhor, aperfeiçoando seus talentos.”
Para a psicoterapeuta, os pais precisam olhar para o filho como ele realmente é, para seus potenciais e limites, levando em conta a fase de desenvolvimento em que está e suas características individuais.
“Críticas constantes podem levar a criança a acreditar que é incapaz e que o que faz nunca é bom o suficiente.”  
Na opinião da psicopedagoga Quezia Bombonatto, diretora da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), pais altamente exigentes submetem seus filhos a um nível exagerado de estresse.
“O estresse emocional pode até mesmo causar danos à saúde da criança. Sem contar que o controle excessivo pode funcionar como um contra-controle, ou seja, na frente dos pais, a criança assume um papel, mas, longe, adota uma postura contrária”, afirma.
Para a psicopedagoga Rosângela Hasegawa, em alguns momentos, a crítica pode aparecer de forma velada, disfarçada de um elogio. 
“Há pais que podem até elogiar o que os filhos fazem, mas sempre deixando algum comentário final indicando um ponto negativo. Não fazem por mal, mas, como para eles o padrão é alto, naturalmente decepcionam-se e acham que o resultado do filho poderia ter sido melhor”, diz.
Segundo Quezia, a função dos pais é ajudar os filhos a terem condições de se organizarem para realizar suas tarefas e atividades de maneira autônoma. A crítica excessiva gera o efeito contrário.
A especialista explica que, se os pais percebem que a criança está fazendo algum trabalho correndo para ir brincar, devem perguntar se aquilo era o melhor que ela podia fazer. 
“Essa análise deve ser feita com a criança. Não é preciso rasgar o papel da tarefa na frente dela. Isso pode deixar marcas profundas. Valorizar o trabalho, e não desqualificar, faz com que ela goste do que está fazendo”, declara Rosângela. 
Por outro lado, o elogio gratuito também não traz bons resultados. “Pais que elogiam sem critério são igualmente nocivos. Não ensinam seus filhos a lidarem com as frustrações. Além disso, passam a ideia de que não têm expectativas em relação a eles e isso é péssimo, pois eles também não terão expectativas em relação a si mesmos. Como tudo na vida, os extremos são sempre ruins”, fala Sâmara.  
Retirado da Escola da Inteligência - Augusto Cury
Postado por Cris Melo, em 24/06/17

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Educar para as emoções

Confira algumas orientações fundamentais para que pais não percam de vista as emoções na hora de educar seus filhos.

 
“Meu filho vai ter nome de santo / Quero o nome mais bonito”. Os versos da música-ícone “Pais e Filhos”, da banda Legião Urbana, simbolizam a vontade que quase todo pai tem de fazer o melhor para o seu herdeiro.   
Antes mesmo de o bebê nascer, pai e mãe embarcam num planejamento detalhado, que vai do nome de batismo à escolha da escola.
Não raro, a criança mal saiu do berço e já está disputando vaga num dos melhores colégios de sua cidade, fenômeno percebido principalmente entre as famílias de classe média alta.
“Os filhos hoje são verdadeiros tesouros de seus pais. Dizemos que são superinvestidos”, sinaliza o médico Luiz Carlos Prado, psicoterapeuta familiar de Porto Alegre, RS.
Esse superinvestimento se dá em diversos sentidos. Não apenas as crianças são muito amadas, vigiadas e protegidas, como frequentam escolas concorridas e têm acesso a bens materiais caríssimos, como videogames e computadores de última geração. 
Expectativas demasiadas e excesso de proteção e de mimos, porém, conduzem muitas vezes a um quadro indesejável: a criança pode se tornar um jovem cheio de conhecimentos, entretanto pouco capaz de se relacionar em grupo e, pior, insatisfeito e infeliz.
Acostumado a ter tudo à mão, ele reage mal diante das dificuldades intrínsecas à vida e à convivência em sociedade.
Consequentemente, não desenvolve a segurança e o jogo de cintura necessários para a satisfação pessoal e o sucesso profissional.
A ironia é que são essas características prejudicadas pelo excesso de investimento – habilidade para conviver, empatia, flexibilidade – que o mundo profissional mais tem  procurado.  
Em um estudo recente, a IMC Consultoria Empresarial, do Rio de Janeiro, divulgou que 75% das empresas brasileiras consideram a chamada “inteligência emocional” mais importante do que os conhecimentos práticos de seus funcionários.
Não adianta, portanto, investir na hiperqualificação de seu filho sem, ao mesmo tempo, lhe garantir uma formação emocional tão sólida quanto.
Pensando nisso, o Educar para Crescer conversou com especialistas e traçou algumas orientações fundamentais para que pais não percam de vista as emoções de seus filhos. Confira!

Não transforme a vida do seu filho na sua 

Quem não gostaria de ter sido mais popular, o primeiro a ser escolhido para o time de futebol, a menina mais bonita da escola?
Todos gostaríamos de ter sofrido menos e de ter sido mais admirados. Mas lembremos: cada um vive uma história única.
Portanto, não adianta canalizar para o seu filho a expectativa de que ele será tudo que você gostaria de ter sido. Ou terá tudo o que você gostaria de ter tido.
Além da impossibilidade universal de ser 100% feliz e amado todo o tempo, leve em conta também que seu filho é outra pessoa, provavelmente com aptidões e vontades diferentes das suas.   
“Muitas vezes, os filhos parecem ser a extensão narcísica dos pais”, aponta a psicóloga e psicanalista Elizabeth Brandão, de São Paulo, professora do curso de psicologia da PUC-SP.
Isso quer dizer que a criança não irá complementar a sua vida, muito menos compensá-la. Ela terá uma vida dela, com suas próprias dificuldades e conquistas.
Pressionada para que seja uma versão melhorada de você, a criança irá falhar e, pior, perceberá esse fracasso como uma espécie de decepção para os pais.
Por isso, desde cedo, procure dar espaço para a diferença de gostos e de objetivos em sua família. 
Nunca perca de vista que criar um filho é acompanhar o desenvolvimento da vida de outro ser humano e auxiliá-lo nessa trajetória, e não moldar alguém ao seu gosto.

Converse com seu filho de coração aberto

Pare um momento para pensar: você realmente escuta o que seu filho tem a dizer e, inclusive, aprende com ele? E, mais: já mudou de ideia em relação a um assunto após ouvir um argumento dele?
Se sua resposta sincera for não, talvez esteja na hora de realmente abrir o coração e compartilhar. 
Para o psicanalista Ignacio Gerber, de São Paulo, o diálogo sincero é uma das bases para uma boa relação entre pais e filhos. 
“O ideal seria uma conversa sem pressupostos, na qual realmente se realize uma troca”, sugere o psicanalista, enfatizando, ainda, o poder da verdade nas relações: “Como dizia Bion e outros pensadores, a verdade faz bem para a saúde; já a mentira, intoxica”.
Isso quer dizer que pais, em vez de se colocarem num pedestal, como se tudo já soubessem e nada temessem, talvez possam se humanizar mais e, na troca de experiências, desenvolver um vínculo real com seus filhos.

Por exemplo, por que esconder da criança que houve um contratempo em seu dia? Se for algo que possa ser compreendido por ela, vale a pena dividir.
Assim ela saberá que tropeços acontecem na vida de todos, até daqueles que ela mais admira, e não apenas na dela, e se sentirá, dessa forma, mais segura. 
Quando sente que é ouvida pelos pais, a criança também se valoriza mais e vai firmando a sua própria voz.
Um estudo realizado na Suíça em 2007/2008 mostrou, por exemplo, que crianças ouvidas em casa tendem a tirar notas mais altas na escola.

Sirva de modelo para o seu filho 

Especialistas são unânimes ao afirmar que nada é mais valioso numa educação do que o exemplo dado pelos pais.
Como nem sempre pais avaliam suas próprias atitudes antes de orientar os filhos, cria-se uma contradição pouco construtiva nessa relação. 
O psicanalista Ignacio Gerber dá um exemplo: “Dizemos que pai nenhum deve entrar numa loja de brinquedos e deixar os filhos comprarem o que quiserem. Mas e se esses pais forem indulgentes consigo mesmos, enchendo a garagem de carros e a casa de acessórios? Como impor ao filho um padrão diferente?”.
Ou seja: quando os próprios pais se presenteiam constantemente com “brinquedos”, fica difícil mesmo convencer os filhos a não fazerem o mesmo.
E, caso os pais não percebam essa contradição, não há dúvida de que os filhos perceberão e se ressentirão disso.
A máxima de Gandhi “seja para o mundo o que gostaria que o mundo fosse” pode ser muito bem aplicada na criação dos filhos. 
Quer crianças menos consumistas? Consuma menos e expresse que existe satisfação e felicidade em outras conquistas, que não envolvam dinheiro e lojas. 
Quer que seu filho brinque mais lá fora? Não tenha receio de arrancar os sapatos e pisar na grama molhada.
E nem é preciso dizer que filhos de leitores assíduos tendem a ler mais. Uma pesquisa realizada no ano passado pelo governo americano mostrou que 74% dos jovens que estudam em boas universidades liam com seus pais quando eram pequenos.

Dê limites, um ato de amor 

Este é um jargão repetido entre especialistas. E o que significa dar limite? Entre outras coisas, definir horários na rotina da criança, repreendê-la se cometer atos agressivos e não lhe dar tudo que quer.
Em síntese: saber dizer não quando julgar necessário. E por que se trata de um ato de amor? Porque só quem recebeu limites consegue ser feliz.
Se comêssemos brigadeiro todos os dias, ele teria o mesmo gosto? Provavelmente não. A partir desse raciocínio básico, avalie se tem deixado espaço para seu filho desejar coisas que não tem – não apenas coisas materiais, mas também aquilo que ele conquistará com o tempo, construindo sua identidade no mundo: mais liberdade para ir e vir e maior poder de decisão.  
O sentimento de falta tem a grande vantagem de nos empurrar em direção a conquistas, como ressalta o psicoterapeuta Luiz Carlos Prado: “A falta nos movimenta. Vamos atrás daquilo que não temos. Não é à toa ouvirmos falar de pessoas que partiram do nada e alcançaram muita coisa”.
Na mesma linha, o psicanalista Durval Checchinato reforça: “É bom lembrar que não há desejo sem falta nem saudade. Quanto mais propiciarmos que nossos filhos encarem essa realidade estrutural, mais os ajudaremos e os prepararemos para a vida”.
Assim, não projete em seu filho a possibilidade de ter tudo, e nem procure dar a ele tudo que puder como forma de compensar outras faltas que você não possa controlar. 
Curvando-se a todas as suas vontades e temendo que ele se revolte diante do menor dos nãos, você o prejudica muito mais do que se deixá-lo chateado vez ou outra ao negar um pedido ou repreendê-lo devido a um comportamento inadequado.  
“Nada mais prejudica um filho ou o infantiliza do que o superproteger, mimá-lo ou poupá-lo  do real da vida”, explica Checchinato.
“A criança precisa desde cedo ser ensinada a enfrentar esse real e ser conscientizada de que frustrações fazem parte do viver. Apoiada e incentivada pelos pais, ela se habitua a superar obstáculos e a vencer etapas. Autoconfiança é uma virtude que ela conquistará passo a passo, pois não vem de fora”. 
 Retirado da Escola da Inteligência,  Augusto Cury
Postado por Cris Melo, em 23/06/17

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Agressividade infantil: saiba como lidar com isso

Crianças inspiram cuidados durante todas as etapas do seu crescimento e nas mais variadas situações por que passam. Entenda a agressividade infantil.  

Mesmo zelando pelo bem-estar dos seus filhos e tomando medidas educativas para criá-los, muitas famílias enfrentam dificuldades com certos comportamentos, sendo a agressividade infantil uma das práticas mais preocupantes.
A boa notícia é que há formas de superar esse desafio.
Para aprender a lidar com a agressividade infantil, vale a pena primeiramente entender como identificar esse comportamento.
Crianças que xingam, quebram objetos, agridem os colegas ou até mesmo a própria família, unham ou mordem com a intenção de causar dor, batem portas, maltratam animais e chutam o que encontram pela frente estão sendo agressivas.
São atitudes que não só confrontam, mas atacam.
Saiba mais sobre o assunto e veja neste post como lidar com a agressividade infantil:

Entenda a raiz do problema

O primeiro passo para enfrentar situações agressivas é entender o que está acontecendo.
Esse tipo de comportamento pode ter várias causas e manifestações conforme a idade da criança. 
A agressividade pode ser usada como uma linguagem infantil específica para extravasar intensos e urgentes sentimentos não percebidos. 
Outro fator importante é que as crianças se espelham nas atitudes dos outros ao se comportarem.

Tenha paciência

É sempre importante se lembrar de que estamos lidando com crianças, ou seja, pessoas que ainda estão em desenvolvimento cognitivo e corporal e que, portanto, ainda não têm domínio de seus sentimentos e emoções — e, às vezes, não entendem o que se passa.
Desse modo, é fundamental que a família tenha paciência para controlar as situações de agressividade e, por fim, eliminá-las, com o manejo adequado.
Ter paciência não é ser conivente com a situação, muito pelo contrário, significa ter autocontrole emocional para não tomar medidas impulsivas que podem agravar o comportamento da criança.
O exercício da paciência faz com que a família seja capaz de observar as características da agressividade, sem confrontá-las, para colocar em prática as medidas mais eficazes para cada tipo de comportamento agressivo.

Ofereça um ambiente tranquilo e acolhedor 

É claro que a família não quer, de maneira alguma, estimular a agressividade em seus filhos. 
O problema é que o grupo familiar pode estar fazendo isso sem perceber, ao ter atitudes de natureza hostil, descortês, bruta ou mal educada.
Isso acontece porque há a transmissão do modo de funcionamento: a criança internaliza e imita o comportamento do outro, sendo a agressividade o resultado de sua identificação com o adulto.
Para evitar a naturalização de atitudes agressivas, é recomendado que a família mantenha um ambiente tranquilo e calmo durante as interações de que a criança participa ou observa. 
É importante que o ambiente acolha a criança.
Por isso, a família pode encorajá-la a expressar verbalmente suas emoções, desenvolvendo sensibilidade aos outros, e ajudá-la a encontrar outras formas de obter o que quer sem ser agressiva.

Estabeleça regras e limites

Exercer a autoridade é um meio eficaz de atuar sobre o comportamento agressivo infantil, não só controlando, mas chegando mesmo a eliminá-lo.
Assim, é fundamental que a família explicite regras a serem seguidas, garanta que a criança não se beneficie de modo algum de um comportamento agressivo, assim como aplique punições que promovam a aprendizagem, como consolar a vítima ou pedir desculpas. 
O controle e a eliminação da agressividade infantil dependem da postura da família quando coloca em prática estratégias para manejar as diferentes situações.
Dessa maneira, a erradicação do comportamento agressivo da criança está diretamente ligado ao tipo de relação que a família mantém com ela.
Retirado da Escola da Inteligência - Augusto Cury 
Postado por Cris Melo, em 22/06/17